domenica 25 luglio 2010

esta é a minha miúda!

No outro dia sentei-me nas minhas escadas. Enquanto os cães brincavam, e o Boss aproveitava para tentar matar o Mickey, aproveitei para pensar. Na verdade, e apesar de dizerem o contrário, acho que penso poucas vezes. E se não é poucas vezes, é nas alturas erradas.
Pensei nas vezes que pisei solo africano, onde ultrapassei o medo daqueles gigantes a que dão nome de aviões, pensei no dia em que o meu pai foi embora, pensei nas pessoas que perdi, pensei nas pessoas que entraram na minha vida, pensei nas pessoas que eu mesma expulsei do meu coração e alma, pensei naqueles três cachorrinhos à minha frente que me vêem tantas vezes com uma cara qualquer de parva e nunca reclamam, e não é por não poderem falar, eu noto naqueles olhos abandonados compreensão sem entenderem nada. às vezes agimos assim. Sem nada para fazer, sem nada para dizer, pomo-nos a arranjar problemas ou questões, desnecessariamente, mas fazemos questão disso. Eu mesma faço, e fico zangada, irritada, nervosa, exaltada, começo a falar com raízes nortenhas e só acabo quando finalmente me deito na cama, exausta, e adormeço.
Se eu fosse outra pessoa, olhava para mim e dizia: "Tu és uma cabra!" Juro. Quantas vezes não me surpreendo a mim mesma com atitudes ou palavras fora de controlo? Mas eu não sou outra pessoa, eu conheço-me e sei exactamente prever as minhas atitudes, mas sinceramente preferia poder controlá-las, ou mudá-las. Sei explodir à velocidade da luz, sem humilhar-me e voltar mil passos atrás, sei ser má pessoa e boa pessoa também, muito boa pessoa. Sei lá, gostava que daqui a trinta ou quarenta anos os meus pais tivessem orgulho de mim, e me dissessem que tinha sido uma boa filha. Gostava de organizar mil e uma festas com as pessoas de sempre, nem com muita gente porque tudo o que é demais sobra, nem com pouca, com as minhas pessoas, nem mais uma nem menos nenhuma..! Mas eu não sei se é assim. Tal como ninguém sabe. Há bocado dei por mim a chorar, sem motivo aparente, mas estava a chorar, a almofada também matou saudades da Paula que chora. Nunca tiveste medo de perder o que tens? a sério... toda a gente diz que só quem tem pouca coisa é que tem medo de a perder, mas eu acho que não. Eu tenho uma pessoa maior que o mundo para mim, e se um dia a perco, sei que me vou perder também, vou andar sem rumo e sem estrada, ou como se estivesse no oceano sem pé e sem poder nadar. E olha, quanto mais a tenho, mais medo a tenho de perder. Por muito que me faça bem à alma tê-la como tenho HOJE, caramba, já ando aqui há uns aninhos, as pessoas de hoje em dia entram e saem muito depressa da vida uma das outras e o pior é que se despedem sem qualquer tipo de problema, como se fosse uma até já, e na verdade, trata-se de um até nunca mais.
Digo mais facilmente um até já a quem pouco me diz, do que a uma pessoa de quem eu goste mesmo, mesmo. Todas as pessoas de quem gostei e de quem me afastei, não me voltei a aproximar. É por isso que não me quero ir embora, não quero sair da tua beira, e quando me dizes "Acabou?" eu faço-me sempre acreditar que está tudo a começar, embora saiba que tu não acreditas nisso, por muito que eu me esforce nos meus discursos. Hoje vi dois filmes que se tratam exactamente disso.. perdas. "Para a Minha Irmã" e "Marley e Eu". Eu não sei o que vou fazer se e quando perder uma irmã ou um cão. Quer dizer, perder uma irmã eu sei... mas perder assim, morrer e nunca mais ver esses mesmos a respirar, não sei o que é isso, acho mesmo que era incapaz de aceitar algo do género. Tal como não me vejo a perder a ti, amor grande. Há coisas que fazem parte dos nossos dias, e as amamos como se dependessemos delas. Como o ar que respiramos, exactamente isso! Mas olha, prefiro perder qualquer pessoa do que perder o meu bem-estar. É por isso que afasto pessoas que me fazem mal tão bem, de uma forma estúpida e perigosa, mas sei fazê-lo. Também não devemos atribuir a ninguém um título, como dizer "tu és o meu bem-estar..", não. Eu costumava gostar dessas frases pirosas, mas entretanto consegui ver que são frases traiçoeiras. Se dás a alguém o poder de te tirar tudo, então olha que um dia ficas mesmo sem tudo, só tu, a tua cama e lenços de papel pra secar lágrimas, mão no peito que dói, e uma cara de quem está seriamente doente. Eu sei o que isso é, e não quero repetir a experiência. Prefiro pôr-me à frente, mais fria claro, mas mais segura. Sabes que eu acho que o chão anda a tremer mais? A sério, até o tempo está mais incerto. Mas isso é por causa das miúdas que vejo a chorar, dos homens que vejo a mentir, das mulheres que vejo a tornarem-se lixo, apenas lixo. O nosso poder feminino está tão em baixo. Achamos que nos podemos portar como animais. Todos, homens, mulheres, tudo. até estes panascas lindos são melhores, bem melhores. Pelo menos estão calados e não dizem asneiras, e não sabem magoar.
"Paula, anda comer!" - É a minha Mãe. O primeiro nome dela é Maria. E, não o digo por ser minha Mãe, mas é uma grande Mulher. Talvez deva ser por isso que tenho um carinho especial pela letra M. Espero daqui a uns anos estar nestas escadas com ela, brincar com os cães, ver o meu pai chegar, ter sobrinhos, filhos, ver as minhas irmãs realizadas e quem sabe viajar com o meu companheiro de almofada para Itália num grande avião, e ouvir alguém dizer: "Tu não és uma cabra, tonta. Tu deste o teu melhor, e foste fantástica."
ps - Gostava que o meu pai um dia me visse uma sala de teatro e dissesse aos amigos: ESTA É A MINHA MIUDA! Porque é o que eu vou ser sempre, pai. A tua miúda. até pra semana (:

martedì 20 luglio 2010

três e um quarto da manhã

Estou chateada contigo. Acho que nunca tive tantas saudades tuas como tenho agora. A sério, só sei escrever para ti. tás uma praga, uma chata, um peso na minha cabeça e eu amo-te. Como se amam as irmãs e os irmãos, aqueles que partilham o nosso sangue e não aqueles a quem chamamos de irmãos porque são os amigos de quem mais gostamos. Revirei o meu quarto ao contrário. Não é que ele não costume estar assim, mas encontrei por acaso uma capa com desenhos meus da primária e pus-me a procurar pelas tuas cartas como uma louca. Já não me lembro bem da tua letra porque ela foi mudando ao longo dos anos. A-n-o-s. Tenho saudades tuas, tenho mesmo. E vê lá, achei que podia afastar um pouquinho a tua falta a ver a tua letra, aquilo que escrevias, e o teu "Um beijo enorme irmã. Amo-te muito" no final. Se não escrevias assim, escrevias algo parecido. Se soubesse qual era o teu endereço e que a carta te ia  parar às mãos eu escrevia-te, podia ser que sentisses a minha falta como eu sinto a tua  e voltasse a ter o teu colo por perto. Podia ser que eu deixasse de estar assim, é que lembrei-me de fechar o coração quando foste embora, foi quase como se ele tivesse ido atrás de ti e não o voltei a encontrar. Não havia mais ninguém que me fizesse tão bem, não há mais nenhuma pessoa que me faça sorrir quando o telemovel toca sem ler a mensagem ou ouvir a conversa. Não há mais ninguém que me faça bem como tu fazias. Até um café. Gostava de ir tomar café contigo. Pelo menos, um café. e falarmos de tudo, amigos, escolas, pais, nem que fosse de sexo ou drogas, eu gostava de te ter por perto um bocado, ouvir a tua voz e descansar a alma. A última vez que te vi foi o meu ultimo dia completo. Os meus dias nunca sao completos. Sem ti, minha linda. às vezes quando choro, peço ao tecto do meu quarto que te traga para junto de mim. Às vezes, quando me poem a chorar no meio da rua, ponho o telemovel no ouvido e digo: "Olá Joana. Quem me dera que estivesses comigo, agora. Tenho saudades que digas que sou uma exagerada e devemos aproveitar a vida todos os dias, porque não temos a certeza que o amanhã vá acontecer. Diz-me isso por favor, Joana. Só tu é que me podias fazer bem agora. Tenho saudades que sejas minha irmã." até que ponho o telemovel no bolso e deixo de ser louca. Mas eu tenho saudades tuas, tenho tantas. sister, sempre tua irmã

lunedì 19 luglio 2010

"estás bem?"

"Se eu soubesse porque gosto de ti, não gostava."

É isso sabes? Penso tantas nas pessoas de quem gosto, que deixo de gostar delas. Só porque olho para dentro delas, como se os olhos não me dissessem a verdade. E ensinaram-se que muitas vezes não dizem. Quantas vezes te apeteceu chorar, e os teus olhos estiveram secos? Não os devias ensinar, eles é que deviam te ensinar a seres tu. mesmo quando tentas não ser.
Acho que toda a gente é um bocado assim comigo, não percebem, não entendem, não vêem, até deixarem de querer saber. Sou chata para as pessoas, desinteresso-me e deixo de existir, como se me auto-apagasse. Ou como me pudesse apagar. Porque me irrita. Irritam-me aqueles tipos que só quando chegam a casa e ouvem a mãe, o pai, a melhor amiga ou o primo a dizer "hoje pode ser o último dia" é que acordam e perdem tudo. cérebro, mãos, palavras feias, cinismo, falsidade e deixam o coração aparecer. Ficamos com medo porque sabemos que vamos ter saudades, e aí é que se dá o quanto se gosta. Como se pudessemos fazer as pessoas ficarem, meu deus... Eu chorei quando perdi a minha melhor amiga. Chorei, e continuei a chorar. há muitas pessoas que me acham um bicho estranho sem lágrimas, mas eu choro por ela. Eu chorei quando perdi a minha bisavó. Era a minha miúda, forte e resistente, vaidosa e doida por fotografias. Sabes quantas vezes as deixei enquanto pude estar com elas? Nunca. nem mesmo quando o coração me pedia, ou o tempo, ou outros objectivos. estive lá, tenho a certeza. Mas ninguém me vê a chorar por pessoas pelas quais nunca lutei. É por isso que me acham uma cabra egoísta. Já muita coisa quebrou dentro de mim, como memórias, pessoas e enfim, até sentimentos mas eu continuo a ser um poço de emoções, choro com facilidade mas nunca sem mais de três motivos.
Cansei-me de o fazer quando as pessoas cansaram-se de voltar a sorrir perto de quem amam.

mercoledì 14 luglio 2010

sempre. tu.

À medida que ela ia falando, eu ia-te perdendo o gosto, as memórias, os tempos.. ia perdendo quase tudo. Na verdade, acho que todos os dias perco sempre um pouco. Aqui, ali... sempre mais um bocadinho. nunca consegui aceitar que tu não estás mais aqui, ou que não vais estar presente no dia em que eu me casar, ou no dia em que tiver o primeiro filho, caso aconteça, claro. Só agora é que estou a olhar para o telemóvel, e na verdade, há quatro anos que toca, há quatro anos que não és tu. Há anos que me tornei uma revoltada por natureza, há anos que perdi o gosto de menina doce, obrigaste-me a crescer sem ti e sinceramente? Não gostei da sensação. Juntas, planeámos muita coisa, lembro-me de uma mensagem: quando acontecer, vais ser a primeira a saber e não fui. Chateia-me saber que foi outra gaja. Chateia-me a sério. chama-lhe o que quiseres, mas eu não consigo gostar dela por saber que fui trocada (no fundo é essa a palavra certa), que no fundo o que parecia uma patetice de crianças estragou tanta coisa na minha vida. Tenho saudades tuas, e isso, acho que nem uma boa noite de verão ou um bom dia de sol conseguem apagar. Qualquer coisa que aconteça na minha vida, desde entornar leite na minha camisola, ou um namorado, é de ti que eu me lembro, es tu a quem eu queria ligar a contar, nem que fosse pela mais pequena parvoice. habituei-me a ser parva contigo, caramba, tantas chamadas, tantas mensagens, tantas conversas... ainda me lembro daquela conversa. que tivemos na nossa velhinha escola (que apesar de ser uma m-e-r-d-a, é de lá que guardo as NOSSAS recordações), em que me disseste podemos voltar a ser amigas, mas nunca mais será o mesmo, e nunca mais foi. Não porque fosse impossivel, ou por o que aconteceu, ate porque o que aconteceu, para alem de ter sido uma patetice, nao foi entre nós. Foi pior. a Joana, a minha Joana, foi embora..
a palavra "morreu" é muito forte, e não a posso usar, porque não aconteceu fisicamente e porque, caso acontecesse, mais de metade de mim morria contigo. Mas a minha Joana não és tu. è aquela que ficou lá naquela escola, naquelas mensagens, naquelas cartas, naqueles telefonemas, naqueles abraços... A pessoa que vou vendo hoje em dia na rua, não me é nada, não me é ninguém e não me faz falta. Não digo que não me magoe o coração ver-te, ate porque os teus olhos são os mesmos, mas do que és hoje, não tenho saudades nenhumas. tenho saudades de nós, talvez... tenho saudades de ti, tenho saudades que sejas a minha melhor amiga, não tenho saudades que sejas minha irmã porque isso, vais ser sempre e eu a ti vou levar-te ate ao dia em que fechar os olhos pela ultima vez, aqui, trancada no peito.

giovedì 8 luglio 2010

fodasse.

Tá um dia daqueles mesmo... fodasse! Não se faz nada, nem na sala, nem no quarto, nem na garagem, nem na entrada, nem no escritorio, nem na casa de banho. Sinto-me mesmo... fodasse. No entanto, sinto-me feliz também. É a primeira vez que tenho um dia fodasse e nao invento uma crise emocional, quer dizer, não significa que as invente, mas tenho tendencia a dramatizar demasiado, talvez seja por ser uma aspirante a actriz. tenho saudades de portimão, e de lisboa também. Sempre que me sinto menos bem sonho estar lá, são tipo locais de fugida. mas putas e bois há em todo o lado, por isso não sei se seriam bons lugares. Talvez na china ou no japão, onde não percebo a língua deles nem eles a minha, podiamos dizer o que quisessemos que ninguém saía magoado. se é que ainda existe alguma coisa que me magoa... Se calhar nascemos mesmo para andar fodidos a vida inteira. Acabamos por nos mentalizarmos que é mesmo assim. que faz parte, que ninguém é perfeito, que todos erramos, que devemos dar segundas oportunidades, que a vida são dois dias... um big de um fodasse para essas frases feitas. Hoje, por exemplo. Estava eu num dos meus discursos à tripeira, daqueles quando me encontro nervosa, tenho tendencia a falar rapido, alto e a dizer coisas como "tu num percebes?" "memo, que puta de baca meu" e fica tudo a olhar para mim. Ora me vêem a andar feita maria leopoldina com a cabeça levantada e ar importante, ora me vêem tal peixeira do mato grosso. Não sei, gosto de ser as duas ao mesmo tempo, diverte-me.
Há bocado estava a ler uma revista, e tive outro ataque tripeiro. "atividades" ; "objeto" ; "ato" ?
QUE É ESTA MEEEEEEEEEEEEEEEERDA? (os meus vizinhos devem ter ouvido)
Nunca pensei que o acordo ortográfico me chocasse tanto. Não parece português correcto, e logo eu, que sempre me senti deslumbrada por homens que soubessem a diferença entre queimaste e queimas-te, apesar de nunca me ter calhado nos lábios nenhum. Eu, enquanto puder, não vou escrever assim. É... irritante?
...
Não tenho sono mas tenho vontade de dormir. Nos braços de alguém, mas na minha cama. De acordar com beijinhos e palavras doces ao ouvido, com o sol a espreitar pelos buraquinhos da persiana. tenho saudades de me levantar e ir ver a cinderela, a branca de neve, de sonhar ser princesa, de acreditar naquele "e foram felizes para sempre.." agora as crianças deparam-se tão cedo com um mundo tão seco que acho que ate ja inventam desenhos animados com finais tristes, só para as irem habituando. podia falar da quantidade de divorcios que existem, ou da crise economica que atravessamos mas cansei-me de assuntos serios. Talvez por isso ande a brincar tanto, e nem deva. mas estou assim, estou irritada com o cavaco, com os jornalistas, com a minha casa, com o meu computador, com o meu telemovel, com certos fulanos e certas tipas! mas fodasse, ando-me a curtir. Isto de ser espontânea faz-me ser mais eu, aliás, ando a ser tão eu que acho que qualquer dia até o médico de todos os médicos inicia a investigaçao de uma nova doença. O único pedido de desculpas que devo é ao meu pai, mas isso é por outros motivos. o resto? Quem gosta gosta, quem não gosta... há milhões de pessoas no mundo, milhões de pessoas em portugal, milhares de pessoas em braga, não têm mais ninguém pra tentar foder o juízo ou a criticar pelos cantos? Fodasse, caguei.
Odeio este texto, nunca escrevi tão à forasteira como nisto. (oh, a palavra forasteira faz-me lembrar o meu huguinho, ele é que passava a vida a dizer isto, que saudades) eu também sei ser querida
Mas tinha de escrever qualquer merda do género. Afinal, hoje foi um dia fodasse, mas amanhã é outro dia.
Good night good fuckers

mercoledì 7 luglio 2010

história

É a disciplina da qual mais sinto falta. Da que mais me recordo também. Lembro-me que nos ensinavam na primária, naqueles livros de estudo do meio, os nomes dos reis. Na altura, devo ter pensado que aquilo não me servia de nada, e nem sei se serve, mas hoje sinto falta. Da professora Fátima, Maria João, Paula, Filomena, do Tininho, de uma pequenina de oculos que adorava enviar paralelos, do Bigodes e do ultimo, nao sei como nao me lembro do nome dele.. Tenho saudades de todos os que me ensinaram história. Habituamo-nos a achar que tudo aquilo é terrivel, uma seca tremenda, e ate ha quem goste de fechar os olhos nessas aulas, onde o tempo parece não passar. Mas eu, se pudesse voltar atras, voltava as aulas de história. Afinal, voltar atrás no tempo é dar passos na história, pelo menos, na nossa história. Gostava de ter vivido no museu dos Biscainhos, no tempo em que havia tempo para passear naqueles jardins. Gostava de ter conhecido D.Afonso Henriques, e gostava de lhe perguntar o porquê de Guimaraes ao invés de Braga, estupido!

Acho que gostava de saber se naquele tempo as pessoas não eram assim. Gostava de saber se alguém naquele tempo se interessaria pelo filho do Ronaldo, ou se eu teria mais amigas que inimigas. Gostava de ser princesa. Gostava de ver cavalos nas ruas, e não carros. Gostava que os ministros acordassem para a vida. Gostava de ter presenciado a guerra civil entre D.Miguel e D.Pedro.

Gostava de estar sentada na sala de aula, a aprender os nomes dos reis com a professora Fátima, a aprender a escrever numeros romanos com a professora Filomena, de pôr o caderno em frente à cara quando a professora dos paralelos se emocionasse a falar dos homo sapiens, gostava de ter outro cem por cento com o Bigodes, gostava de aprender a fazer historia com o tininho, gostava de me rir com o meu ultimo professor de História. Eu acho apaixonante, e um dia, um dia vou voltar aquelas aulas.

martedì 6 luglio 2010

apetece-me camarão!

e não tenho. comeram tudo ontem ao jantar, e nem sei quem foi! Decidiram cantar-me os parabéns as vinte e duas e cinquenta porque a minha irma mais velha decidiu vir para a casa as vinte e duas e meia. Mas nao era eu que fazia anos? A proposito, ja eles iam no "muitos anos de vida.." que soprei as velas e liguei as luzes. E disse mesmo gosto pouco de cinismos. Enervam-me aqueles fulanos que decidem ser educados no dia do meu aniversário. odeiam o meu sarcasmo e a minha delinquencia, mas o filho da puta do telemovel toca. Mais valia estarem calados, do que fazerem-se de educados. (aposto que o saramago ia concordar comigo). afinal aposto trinta por uma linha que a mensagem foi enviada e que lá no meio estava subentendido, escondido, so porque as mensagens nao lêem pensamentos vai pa puta que pariu!
Bem, mas isto não interessa. Para nada, aliás. É só porque no outro dia passei por duas miudas na rua, uma vestida de semáforo amarelo, falava mais rapido que água a correr, nervosa, exaltada TU ACREDITAS QUE ELA ANDOU A FALAR MAL DE MIM AO (nao me lembro)? Instantaneamente, comecei-me a rir sozinha, como é habito.. não lhe interessava o que ela falou ou o ser ela a falar, interessava-lhe o que o nao me lembro ia pensar. Não conheço a miuda de lado nenhum, mas aposto que a gaja que tava ao lado tambem ja deu a lingua sobre ela e mesmo sem eu ter ouvido, deve-lhe ter dito a sério? que paaarva. Pausa. Risos.
tou feita ao bife. tá um calor que nao aguento, e nao aguento o inverno, acho que vou começar a viver em sitios fechados com temperatura amena, pode ser que assim não tenha de ver disto na rua anymore, e ninguem na rua me olhe de canto por misturar imensas cores again. É que tipo, enjoa.