Olá Joana.
Desculpa incomodar-te a estas horas da noite, mas olho para o telemóvel e não vejo nada e ao meu lado também não está ninguém, já está tudo a dormir. Como sempre, restas-me tu. Não penses que és uma espécie de "última hipótese" só que tenho evitado lembrar-me de falar contigo porque só pode ser por aqui, e dá-me a sensação de estar a escrever a mim mesma, o que não deixa de ser estranho.
Desculpa, venho sempre dizer coisas mais tristes, desculpa não falar de coisas alegres, mas tu sabes, quando estou bem não me apetece fazer nada, só focar-me naquilo que me faz feliz. E lembro-me de ti, claro. Em como gostaria que estivesses lá, mas como sei que não estás, o que me deixa um pouco mais infeliz, prefiro procurar-te nestes momentos, desculpa o meu egoísmo, mas escrever para ti dá-me alento e eu hoje preciso de dormir bem porque amanhã tenho de acordar cedo e pelo menos, com trinta por cento de boa-disposição.
Em relação ao que te vim dizer.. bem, em primeiro deixa-me dizer-te que tenho saudades tuas. É o mais importante. Cada vez tenho mais a certeza que perdi mais de metade da minha força quando foste embora. Devem estar a fazer agora vinte minutos desde a altura em que só me apeteceu ver-te e que me desses um abraço. Estava lá em cima no quarto. Ninguém me entende, sweet. Ninguém tem a voz correcta como tu tinhas, ninguém me pede desculpa como tu pedias, ninguém me anima como tu fazias. Lembrei-me que uma vez estava chateada com o mundo, estive cerca de dois ou três dias sem te dizer nada, e me deixas-te uma mensagem de voz: "Olá mana. Que tens? Nunca mais disseste nada... Quando puderes diz-me alguma coisa. Beijinho. Adoro-te muito!" lembro-me tão bem. Fez-me logo sorrir e esquecer tudo. E agora? Parece que o mundo está chateado comigo e quem me dera outra mensagem de voz assim. A tua mensagem de voz.
Não sei bem por onde desenvolver o que tenho a dizer, só me apetecia estar no teu colo, e estou tão fraca e doente, triste e cansada que chego a ter nojo de mim. Eu prometi a mim mesma que ia ser forte, sis. Eu jurei que ia evitar noites assim. mas desde que tu foste embora, que tenho a mania de não deixar ir mais ninguém. Nem mesmo quando me fazem mal, ou quando é ex-tre-ma-men-te necessário. Enfim, parece que mais noites e dias destes se avizinham. Quem me dera que estivesses aqui! Espero que as saudades que tenho tuas me distraiam e que eu dê a volta muito acima! É que pelo menos, chorar por ti vale a pena. Porque tu amaste-me como tua irmã, tua amiga e confidente. Tu mereces.
domenica 25 luglio 2010
esta é a minha miúda!
No outro dia sentei-me nas minhas escadas. Enquanto os cães brincavam, e o Boss aproveitava para tentar matar o Mickey, aproveitei para pensar. Na verdade, e apesar de dizerem o contrário, acho que penso poucas vezes. E se não é poucas vezes, é nas alturas erradas.
Pensei nas vezes que pisei solo africano, onde ultrapassei o medo daqueles gigantes a que dão nome de aviões, pensei no dia em que o meu pai foi embora, pensei nas pessoas que perdi, pensei nas pessoas que entraram na minha vida, pensei nas pessoas que eu mesma expulsei do meu coração e alma, pensei naqueles três cachorrinhos à minha frente que me vêem tantas vezes com uma cara qualquer de parva e nunca reclamam, e não é por não poderem falar, eu noto naqueles olhos abandonados compreensão sem entenderem nada. às vezes agimos assim. Sem nada para fazer, sem nada para dizer, pomo-nos a arranjar problemas ou questões, desnecessariamente, mas fazemos questão disso. Eu mesma faço, e fico zangada, irritada, nervosa, exaltada, começo a falar com raízes nortenhas e só acabo quando finalmente me deito na cama, exausta, e adormeço.
Se eu fosse outra pessoa, olhava para mim e dizia: "Tu és uma cabra!" Juro. Quantas vezes não me surpreendo a mim mesma com atitudes ou palavras fora de controlo? Mas eu não sou outra pessoa, eu conheço-me e sei exactamente prever as minhas atitudes, mas sinceramente preferia poder controlá-las, ou mudá-las. Sei explodir à velocidade da luz, sem humilhar-me e voltar mil passos atrás, sei ser má pessoa e boa pessoa também, muito boa pessoa. Sei lá, gostava que daqui a trinta ou quarenta anos os meus pais tivessem orgulho de mim, e me dissessem que tinha sido uma boa filha. Gostava de organizar mil e uma festas com as pessoas de sempre, nem com muita gente porque tudo o que é demais sobra, nem com pouca, com as minhas pessoas, nem mais uma nem menos nenhuma..! Mas eu não sei se é assim. Tal como ninguém sabe. Há bocado dei por mim a chorar, sem motivo aparente, mas estava a chorar, a almofada também matou saudades da Paula que chora. Nunca tiveste medo de perder o que tens? a sério... toda a gente diz que só quem tem pouca coisa é que tem medo de a perder, mas eu acho que não. Eu tenho uma pessoa maior que o mundo para mim, e se um dia a perco, sei que me vou perder também, vou andar sem rumo e sem estrada, ou como se estivesse no oceano sem pé e sem poder nadar. E olha, quanto mais a tenho, mais medo a tenho de perder. Por muito que me faça bem à alma tê-la como tenho HOJE, caramba, já ando aqui há uns aninhos, as pessoas de hoje em dia entram e saem muito depressa da vida uma das outras e o pior é que se despedem sem qualquer tipo de problema, como se fosse uma até já, e na verdade, trata-se de um até nunca mais.
Digo mais facilmente um até já a quem pouco me diz, do que a uma pessoa de quem eu goste mesmo, mesmo. Todas as pessoas de quem gostei e de quem me afastei, não me voltei a aproximar. É por isso que não me quero ir embora, não quero sair da tua beira, e quando me dizes "Acabou?" eu faço-me sempre acreditar que está tudo a começar, embora saiba que tu não acreditas nisso, por muito que eu me esforce nos meus discursos. Hoje vi dois filmes que se tratam exactamente disso.. perdas. "Para a Minha Irmã" e "Marley e Eu". Eu não sei o que vou fazer se e quando perder uma irmã ou um cão. Quer dizer, perder uma irmã eu sei... mas perder assim, morrer e nunca mais ver esses mesmos a respirar, não sei o que é isso, acho mesmo que era incapaz de aceitar algo do género. Tal como não me vejo a perder a ti, amor grande. Há coisas que fazem parte dos nossos dias, e as amamos como se dependessemos delas. Como o ar que respiramos, exactamente isso! Mas olha, prefiro perder qualquer pessoa do que perder o meu bem-estar. É por isso que afasto pessoas que me fazem mal tão bem, de uma forma estúpida e perigosa, mas sei fazê-lo. Também não devemos atribuir a ninguém um título, como dizer "tu és o meu bem-estar..", não. Eu costumava gostar dessas frases pirosas, mas entretanto consegui ver que são frases traiçoeiras. Se dás a alguém o poder de te tirar tudo, então olha que um dia ficas mesmo sem tudo, só tu, a tua cama e lenços de papel pra secar lágrimas, mão no peito que dói, e uma cara de quem está seriamente doente. Eu sei o que isso é, e não quero repetir a experiência. Prefiro pôr-me à frente, mais fria claro, mas mais segura. Sabes que eu acho que o chão anda a tremer mais? A sério, até o tempo está mais incerto. Mas isso é por causa das miúdas que vejo a chorar, dos homens que vejo a mentir, das mulheres que vejo a tornarem-se lixo, apenas lixo. O nosso poder feminino está tão em baixo. Achamos que nos podemos portar como animais. Todos, homens, mulheres, tudo. até estes panascas lindos são melhores, bem melhores. Pelo menos estão calados e não dizem asneiras, e não sabem magoar.
"Paula, anda comer!" - É a minha Mãe. O primeiro nome dela é Maria. E, não o digo por ser minha Mãe, mas é uma grande Mulher. Talvez deva ser por isso que tenho um carinho especial pela letra M. Espero daqui a uns anos estar nestas escadas com ela, brincar com os cães, ver o meu pai chegar, ter sobrinhos, filhos, ver as minhas irmãs realizadas e quem sabe viajar com o meu companheiro de almofada para Itália num grande avião, e ouvir alguém dizer: "Tu não és uma cabra, tonta. Tu deste o teu melhor, e foste fantástica."
ps - Gostava que o meu pai um dia me visse uma sala de teatro e dissesse aos amigos: ESTA É A MINHA MIUDA! Porque é o que eu vou ser sempre, pai. A tua miúda. até pra semana (:
Pensei nas vezes que pisei solo africano, onde ultrapassei o medo daqueles gigantes a que dão nome de aviões, pensei no dia em que o meu pai foi embora, pensei nas pessoas que perdi, pensei nas pessoas que entraram na minha vida, pensei nas pessoas que eu mesma expulsei do meu coração e alma, pensei naqueles três cachorrinhos à minha frente que me vêem tantas vezes com uma cara qualquer de parva e nunca reclamam, e não é por não poderem falar, eu noto naqueles olhos abandonados compreensão sem entenderem nada. às vezes agimos assim. Sem nada para fazer, sem nada para dizer, pomo-nos a arranjar problemas ou questões, desnecessariamente, mas fazemos questão disso. Eu mesma faço, e fico zangada, irritada, nervosa, exaltada, começo a falar com raízes nortenhas e só acabo quando finalmente me deito na cama, exausta, e adormeço.
Se eu fosse outra pessoa, olhava para mim e dizia: "Tu és uma cabra!" Juro. Quantas vezes não me surpreendo a mim mesma com atitudes ou palavras fora de controlo? Mas eu não sou outra pessoa, eu conheço-me e sei exactamente prever as minhas atitudes, mas sinceramente preferia poder controlá-las, ou mudá-las. Sei explodir à velocidade da luz, sem humilhar-me e voltar mil passos atrás, sei ser má pessoa e boa pessoa também, muito boa pessoa. Sei lá, gostava que daqui a trinta ou quarenta anos os meus pais tivessem orgulho de mim, e me dissessem que tinha sido uma boa filha. Gostava de organizar mil e uma festas com as pessoas de sempre, nem com muita gente porque tudo o que é demais sobra, nem com pouca, com as minhas pessoas, nem mais uma nem menos nenhuma..! Mas eu não sei se é assim. Tal como ninguém sabe. Há bocado dei por mim a chorar, sem motivo aparente, mas estava a chorar, a almofada também matou saudades da Paula que chora. Nunca tiveste medo de perder o que tens? a sério... toda a gente diz que só quem tem pouca coisa é que tem medo de a perder, mas eu acho que não. Eu tenho uma pessoa maior que o mundo para mim, e se um dia a perco, sei que me vou perder também, vou andar sem rumo e sem estrada, ou como se estivesse no oceano sem pé e sem poder nadar. E olha, quanto mais a tenho, mais medo a tenho de perder. Por muito que me faça bem à alma tê-la como tenho HOJE, caramba, já ando aqui há uns aninhos, as pessoas de hoje em dia entram e saem muito depressa da vida uma das outras e o pior é que se despedem sem qualquer tipo de problema, como se fosse uma até já, e na verdade, trata-se de um até nunca mais.
Digo mais facilmente um até já a quem pouco me diz, do que a uma pessoa de quem eu goste mesmo, mesmo. Todas as pessoas de quem gostei e de quem me afastei, não me voltei a aproximar. É por isso que não me quero ir embora, não quero sair da tua beira, e quando me dizes "Acabou?" eu faço-me sempre acreditar que está tudo a começar, embora saiba que tu não acreditas nisso, por muito que eu me esforce nos meus discursos. Hoje vi dois filmes que se tratam exactamente disso.. perdas. "Para a Minha Irmã" e "Marley e Eu". Eu não sei o que vou fazer se e quando perder uma irmã ou um cão. Quer dizer, perder uma irmã eu sei... mas perder assim, morrer e nunca mais ver esses mesmos a respirar, não sei o que é isso, acho mesmo que era incapaz de aceitar algo do género. Tal como não me vejo a perder a ti, amor grande. Há coisas que fazem parte dos nossos dias, e as amamos como se dependessemos delas. Como o ar que respiramos, exactamente isso! Mas olha, prefiro perder qualquer pessoa do que perder o meu bem-estar. É por isso que afasto pessoas que me fazem mal tão bem, de uma forma estúpida e perigosa, mas sei fazê-lo. Também não devemos atribuir a ninguém um título, como dizer "tu és o meu bem-estar..", não. Eu costumava gostar dessas frases pirosas, mas entretanto consegui ver que são frases traiçoeiras. Se dás a alguém o poder de te tirar tudo, então olha que um dia ficas mesmo sem tudo, só tu, a tua cama e lenços de papel pra secar lágrimas, mão no peito que dói, e uma cara de quem está seriamente doente. Eu sei o que isso é, e não quero repetir a experiência. Prefiro pôr-me à frente, mais fria claro, mas mais segura. Sabes que eu acho que o chão anda a tremer mais? A sério, até o tempo está mais incerto. Mas isso é por causa das miúdas que vejo a chorar, dos homens que vejo a mentir, das mulheres que vejo a tornarem-se lixo, apenas lixo. O nosso poder feminino está tão em baixo. Achamos que nos podemos portar como animais. Todos, homens, mulheres, tudo. até estes panascas lindos são melhores, bem melhores. Pelo menos estão calados e não dizem asneiras, e não sabem magoar.
"Paula, anda comer!" - É a minha Mãe. O primeiro nome dela é Maria. E, não o digo por ser minha Mãe, mas é uma grande Mulher. Talvez deva ser por isso que tenho um carinho especial pela letra M. Espero daqui a uns anos estar nestas escadas com ela, brincar com os cães, ver o meu pai chegar, ter sobrinhos, filhos, ver as minhas irmãs realizadas e quem sabe viajar com o meu companheiro de almofada para Itália num grande avião, e ouvir alguém dizer: "Tu não és uma cabra, tonta. Tu deste o teu melhor, e foste fantástica."
ps - Gostava que o meu pai um dia me visse uma sala de teatro e dissesse aos amigos: ESTA É A MINHA MIUDA! Porque é o que eu vou ser sempre, pai. A tua miúda. até pra semana (:
martedì 20 luglio 2010
três e um quarto da manhã
Estou chateada contigo. Acho que nunca tive tantas saudades tuas como tenho agora. A sério, só sei escrever para ti. tás uma praga, uma chata, um peso na minha cabeça e eu amo-te. Como se amam as irmãs e os irmãos, aqueles que partilham o nosso sangue e não aqueles a quem chamamos de irmãos porque são os amigos de quem mais gostamos. Revirei o meu quarto ao contrário. Não é que ele não costume estar assim, mas encontrei por acaso uma capa com desenhos meus da primária e pus-me a procurar pelas tuas cartas como uma louca. Já não me lembro bem da tua letra porque ela foi mudando ao longo dos anos. A-n-o-s. Tenho saudades tuas, tenho mesmo. E vê lá, achei que podia afastar um pouquinho a tua falta a ver a tua letra, aquilo que escrevias, e o teu "Um beijo enorme irmã. Amo-te muito" no final. Se não escrevias assim, escrevias algo parecido. Se soubesse qual era o teu endereço e que a carta te ia parar às mãos eu escrevia-te, podia ser que sentisses a minha falta como eu sinto a tua e voltasse a ter o teu colo por perto. Podia ser que eu deixasse de estar assim, é que lembrei-me de fechar o coração quando foste embora, foi quase como se ele tivesse ido atrás de ti e não o voltei a encontrar. Não havia mais ninguém que me fizesse tão bem, não há mais nenhuma pessoa que me faça sorrir quando o telemovel toca sem ler a mensagem ou ouvir a conversa. Não há mais ninguém que me faça bem como tu fazias. Até um café. Gostava de ir tomar café contigo. Pelo menos, um café. e falarmos de tudo, amigos, escolas, pais, nem que fosse de sexo ou drogas, eu gostava de te ter por perto um bocado, ouvir a tua voz e descansar a alma. A última vez que te vi foi o meu ultimo dia completo. Os meus dias nunca sao completos. Sem ti, minha linda. às vezes quando choro, peço ao tecto do meu quarto que te traga para junto de mim. Às vezes, quando me poem a chorar no meio da rua, ponho o telemovel no ouvido e digo: "Olá Joana. Quem me dera que estivesses comigo, agora. Tenho saudades que digas que sou uma exagerada e devemos aproveitar a vida todos os dias, porque não temos a certeza que o amanhã vá acontecer. Diz-me isso por favor, Joana. Só tu é que me podias fazer bem agora. Tenho saudades que sejas minha irmã." até que ponho o telemovel no bolso e deixo de ser louca. Mas eu tenho saudades tuas, tenho tantas. sister, sempre tua irmã
lunedì 19 luglio 2010
"estás bem?"
"Se eu soubesse porque gosto de ti, não gostava."
É isso sabes? Penso tantas nas pessoas de quem gosto, que deixo de gostar delas. Só porque olho para dentro delas, como se os olhos não me dissessem a verdade. E ensinaram-se que muitas vezes não dizem. Quantas vezes te apeteceu chorar, e os teus olhos estiveram secos? Não os devias ensinar, eles é que deviam te ensinar a seres tu. mesmo quando tentas não ser.
Acho que toda a gente é um bocado assim comigo, não percebem, não entendem, não vêem, até deixarem de querer saber. Sou chata para as pessoas, desinteresso-me e deixo de existir, como se me auto-apagasse. Ou como me pudesse apagar. Porque me irrita. Irritam-me aqueles tipos que só quando chegam a casa e ouvem a mãe, o pai, a melhor amiga ou o primo a dizer "hoje pode ser o último dia" é que acordam e perdem tudo. cérebro, mãos, palavras feias, cinismo, falsidade e deixam o coração aparecer. Ficamos com medo porque sabemos que vamos ter saudades, e aí é que se dá o quanto se gosta. Como se pudessemos fazer as pessoas ficarem, meu deus... Eu chorei quando perdi a minha melhor amiga. Chorei, e continuei a chorar. há muitas pessoas que me acham um bicho estranho sem lágrimas, mas eu choro por ela. Eu chorei quando perdi a minha bisavó. Era a minha miúda, forte e resistente, vaidosa e doida por fotografias. Sabes quantas vezes as deixei enquanto pude estar com elas? Nunca. nem mesmo quando o coração me pedia, ou o tempo, ou outros objectivos. estive lá, tenho a certeza. Mas ninguém me vê a chorar por pessoas pelas quais nunca lutei. É por isso que me acham uma cabra egoísta. Já muita coisa quebrou dentro de mim, como memórias, pessoas e enfim, até sentimentos mas eu continuo a ser um poço de emoções, choro com facilidade mas nunca sem mais de três motivos.
Cansei-me de o fazer quando as pessoas cansaram-se de voltar a sorrir perto de quem amam.
É isso sabes? Penso tantas nas pessoas de quem gosto, que deixo de gostar delas. Só porque olho para dentro delas, como se os olhos não me dissessem a verdade. E ensinaram-se que muitas vezes não dizem. Quantas vezes te apeteceu chorar, e os teus olhos estiveram secos? Não os devias ensinar, eles é que deviam te ensinar a seres tu. mesmo quando tentas não ser.
Acho que toda a gente é um bocado assim comigo, não percebem, não entendem, não vêem, até deixarem de querer saber. Sou chata para as pessoas, desinteresso-me e deixo de existir, como se me auto-apagasse. Ou como me pudesse apagar. Porque me irrita. Irritam-me aqueles tipos que só quando chegam a casa e ouvem a mãe, o pai, a melhor amiga ou o primo a dizer "hoje pode ser o último dia" é que acordam e perdem tudo. cérebro, mãos, palavras feias, cinismo, falsidade e deixam o coração aparecer. Ficamos com medo porque sabemos que vamos ter saudades, e aí é que se dá o quanto se gosta. Como se pudessemos fazer as pessoas ficarem, meu deus... Eu chorei quando perdi a minha melhor amiga. Chorei, e continuei a chorar. há muitas pessoas que me acham um bicho estranho sem lágrimas, mas eu choro por ela. Eu chorei quando perdi a minha bisavó. Era a minha miúda, forte e resistente, vaidosa e doida por fotografias. Sabes quantas vezes as deixei enquanto pude estar com elas? Nunca. nem mesmo quando o coração me pedia, ou o tempo, ou outros objectivos. estive lá, tenho a certeza. Mas ninguém me vê a chorar por pessoas pelas quais nunca lutei. É por isso que me acham uma cabra egoísta. Já muita coisa quebrou dentro de mim, como memórias, pessoas e enfim, até sentimentos mas eu continuo a ser um poço de emoções, choro com facilidade mas nunca sem mais de três motivos.
Cansei-me de o fazer quando as pessoas cansaram-se de voltar a sorrir perto de quem amam.
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