mercoledì 2 giugno 2010

comer e love

Amor. Posso começar por dizer que esta palavra me faz vomitar.
Parece saída de um daqueles filmes em que toda a gente no cinema usa lenços de papel, e está tão gasta que nem sei por onde começar. Sei que desrespeitei o seu sentido por vezes, sei que lhe fui perdendo o gosto ao longo do tempo... ao longo de todas as pessoas que ficaram para trás, de todas as palavras que ficaram por dizer, ao longo do que ainda há-de vir. Sabes que amor não é adoptar uma postura de Madre Teresa de Calcutá, não é pôr força onde não se tem nem muito menos prometer aquilo que não se vai cumprir. Sabes que ser boa pessoa não é sorrir a meio mundo, nem gostar de toda a gente. Não é consentires com a cabeça tudo aquilo que te dizem, mas também não é desistir. é agarrar nos braços e dizer: EU NÃO TE QUERO PERDER, olhos nos olhos, esquecendo as expressões faciais que enganam tanto meu deus, e deixar o interior falar, como se não tivesses qualquer poder sobre ele. o mal é mesmo esse, é escolherem-se tanto as palavras, pensar-se tanto nos actos, escrever uma mensagem com o coração aos pulos e guardá-la nos rascunhos, amar-se alguém no dia 1 e tratá-la como se fosse um pacote de leite vazio no dia 2. Isso não é amor, não se trata de maturidade, talvez de aparencias, talvez isso..... no entanto, ainda tenho os meus amores. a irmã do peito que perdi há dois anos, os meus pais e a restante meia dúzia, esses, amo-os todos os dias. Não estamos sempre a sorrir, não estamos constantemente a dizer "eu amo-te", não me dizem todos os dias que estou bonita nem me dão sempre razão, não desistem de mim e batem-me se for preciso, viram costas mas no dia 1, 2 e em todos os dias da minha vida, voltam sempre a minha casa, quase como se me dessem sempre um beijo na testa e dissessem: "contigo, todos os dias." O resto? Pus no lado do prato que já parti, e fazem questão de se magoarem nos cacos que eu mesma provoquei.