sabato 13 marzo 2010

MDMV

Meu grande amor.

faz hoje muitos dias que não sei nada de ti, aliás, o que vou sabendo chega-me por terceiros, nunca resisto a perguntar "ela está bem?" e vou acumulando pequenas coisas, imagino o teu sorriso e essas mãos, que sempre foram tão pequeninas e sedosas, cheias de amor pra dar. Eu sei que te pintam de uma maneira por vezes injusta, eu sei que até tu mesma tentas ser injusta para com o mundo, mas sabes, já sei esse teu mundo há muitos anos. Estive a fazer a conta e acho que são sete. Sete anos, princesa. Lembro-me tão bem do teu pólo vermelho, do teu telemóvel nokia daqueles velhinhos, lembro-me tão bem da tua letra bonita e dos teus olhos que ficavam verdes com o sol. Não sou muito apreciadora de olhos verdes, nem azuis tão pouco, mas para mim os teus sempre foram os mais bonitos, os que me davam mais conforto e paz. Lembro-me de todas as cores que gostavas de combinar, dos teus vestidinhos de verão, do teu ar elegante e tão carinhoso ao mesmo tempo. São tudo recordações que me deixam cheia de saudades do verão quando ias para o algarve e pássavamos os dias a conversar, dia sim, dia não, dias contigo, esses, todos os dias. Foste sempre um grande motivo de orgulho e outro grande motivo de motivação para mim, não precisavas de estar sempre a mostrar que estavas "lá" porque eu sabia que nunca me falhavas e acabaste por falhar. Não gosto de falar disso, pensando bem e olhando para trás, foram as piores horas da minha vida, não por causa das outras pessoas envolvidas, mas porque te pontapearam pra longe de mim, pra longe dos nossos tempos e das nossas coisinhas, sempre com um amor e uma amizade do tamanho do mundo, e esse, esse não está no tempo certo pra nós. Vá lá, tu sabes, éramos demasiado puras para conseguir lutar contra tudo. Os tempos de hoje são muito incertos, muito maus, muito curtos, as pessoas tornam-se falsas, gostam de trair e fazem-no por prazer, gostam de se mostrar e vivem em função disso. Tu não és uma dessas pessoas, nem nunca foste. Mas repito, o mundo não nos criava espaço pra lutar pela amizade que tínhamos construído ao crescermos juntas. No entanto, os dias passam, e acho que já não te vejo há dois anos, acho que já não te tenho há três. Porém, lembro-me e adoro-te constantemente, ao meu jeito é certo, mas nunca te tirei por completo do meu canto. Têm-me ensinado que é díficil confiar em alguém, que muitas vezes entram na nossa vida gradualmente mas saem a correr, sem olhar pra trás. Tu nunca saíste da minha porta, porque eu nunca deixei. Mesmo longe, sinto-te perto, às vezes tou tão perdida que olho pra ti daqui e vejo-te, ainda à minha porta, ainda com o pólo vermelho e a cara de menina. E sinto-me bem, sinto-me realmente bem. Tenho pena de ser tão desorganizada e de já não ter as tuas cartas, fazíamos sempre tantas uma prá outra, eram uma prova da nossa história e perdi-as, nem sabes o quanto me zanguei comigo própria por isso, se as tivesse ainda me podia relembrar de algumas coisas que a memória não guarda. se soubesses a falta que me fazes, se soubesses o quanto te tenho como a numero um da minha lista, se soubesses como queria que não tivéssemos falhado, se soubesses o quanto odeio este tempo por nos perder no espaço. Enfim só me resta esperar com toda a sinceridade do mundo que tudo corra pelo melhor, sei que já não vou ser a madrinha do teu casamento nem dos teus filhos, como tínhamos planeado, mas sei eu e deus o quanto quero que tenhas uma vida preenchida. Garanto-te, hoje, daqui a 30, 40, 50, 100 anos, eu não, não, não, nunca me esqueço de ti. Eu sei, e agora mais que nunca, que melhor amiga houve so uma, não será preciso dizer que es tu, mais nenhuma. Continuas a ser a minha irmã mais nova 11 dias, de coração! Continuo a gostar de ti mais que tudo no mundo, continuas a ser o meu grande grande grande amor.

PS - adoro-te Joana